segunda-feira, 30 de agosto de 2010

COMENTÁRIO DA LIÇÃO 10 DA ESCOLA SABATINA


 

LIÇÃO  10

 

REDENÇÃO PARA JUDEUS E GENTIOS

 

Verso para Memorizar: "Logo, tem Ele misericórdia de quem quer, e também endurece a quem lhe apraz."  Romanos 9:18.

 

LEITURA BÍBLICA DA SEMANA: Romanos 9.

 

INTRODUÇÃO

 

Romanos 9 a 11 focaliza a maneira como Israel (os judeus) reagiram à Graça divina e à Justificação somente pela fé em Jesus.

 

Israel entendia, e sempre entendeu assim, que sua relação com Deus era contratual, e não dependente da fé. Deus firmou com Israel um PACTO, ou ALIANÇA de pertencimento: "Eu serei o vosso Deus e vós sereis o Meu povo". Israel entendia que a salvação viria do cumprimento desse Pacto, desse tratado feito com Deus. Nada mais. Era um "toma lá, dá cá". Cada um faria a sua parte, e ponto final. Israel pensou que teria condições de guardar a Lei (Tora) com perfeição, e, assim, alcançar as bênçãos anunciadas na Aliança feita com Deus. Mas, para sua decepção, Israel foi descobrindo, ao longo do tempo, que não tinha capacidade pessoal para cumprir todos os elementos exigidos na Aliança, ou Pacto. Deus, de Sua parte, sempre foi fiel e sempre cumpriu todos os elementos concertados na Aliança. Israel quebrou a Aliança por centenas de vezes, e tinha a tendência de não cumprir seu "contrato" (acordo) com Deus.

 

A Lição desta semana focaliza um pouco como foram as relações de Israel com Deus. Foram tumultuadas. A Lição também focaliza a questão da PREDESTINAÇÃO, embora não seja este o tema central dos capítulos 9 a 11. Alguns teólogos do passado, como João Calvino, fundador da Igreja Reformada, ou Presbiteriana, ensinaram que Deus predestina – destina com antecedência – as pessoas para a salvação ou para a perdição. Nesse caso, não importa o que as pessoas sejam ou façam, quem já está predestinada por Deus para ser salvo, será salvo; e quem já está por Deus predestinado para a perdição, vai se perder, e não será salvo. Isto é FATALISMO. E um dos textos-base para este ensino, no Novo Testamento, é Romanos 9. Se é assim, onde fica o LIVRE-ARBÍTRIO, ou liberdade de escolha, de cada pessoa? E por que a Bíblia sempre coloca o assunto da salvação do homem como sendo CONDICIONAL? "Se confessarmos os nosso pecados, Ele [Deus] é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça." I João 1:9. E este "se" aparece em inúmeros textos bíblicos, os quais propõem salvação aos pecadores: Isaías 1:18 a 20; Apocalipse 3:19 e 20; Marcos 16:15 e 16.

 

Na definição do PLANO DA REDENÇÃO, elaborado no Céu antes da "fundação do mundo" (I Pedro 1:18 a 20), ficou definido que Deus salvaria os pecadores mediante o viver e operar de um "descendente" de mulher (Gênesis 3:15), um Homem-Substituto (Romanos 5:12 a 19), um Segundo Adão. E que era necessário a todo pecador, para ser salvo, CRER nesse Homem-Substituto, e a Ele se unir em Aliança de pertencimento, mediante a Fé e o Batismo em águas. Tudo isto foi PREDESTINADO por Deus. Logo, Deus não predestinou pessoas, mas as DIRETRIZES do Plano da Redenção. E toda e qualquer pessoas, de qualquer tempo ou lugar, que aceitar seguir com fidelidade essas diretrizes, seria por Deus considerada SALVA PELA FÉ. Salva da morte eterna, do aniquilamento total. Quem recusasse crer em Deus, e, por isso, não aceitar as diretrizes do Plano da Redenção, não seria salvo, e a morte eterna viria sobre tal pessoa. A leitura de Deuteronômio 28 a 30 nos mostra como Deus trabalha conosco: "Os céus e a terra tomo hoje por testemunhas contra ti, que te propus a Vida e a Morte; a Bênção e a Maldição; ESCOLHE, pois, a Vida, para que vivas, tu e a tua descendência" Deuteronômio 30:19, grifos nossos. Ora, se Deus propões a Israel: "ESCOLHE, POIS, A VIDA...", é porque a liberdade e direito de escolha Deus confere ao homem. Deus não fez a escolha por Israel, nem para a Morte, nem para a Vida. Israel era livre para escolher a Vida (salvação) ou a Morte (perdição). A escolha continua sendo sua.

 

LIÇÃO DE DOMINGO, dia 29 de agosto.

 

A PREOCUPAÇÃO DE PAULO

 

Leitura Bíblica do Dia: Romanos 9:1 a 5.

 

Paulo tinha muita preocupação com o que iria acontecer à sua gente, Israel. Ele via, em seus dias, os judeus (israelitas), em sua maioria, insistindo em rejeitar a Jesus de Nazaré como sendo o Messias ("UNGIDO") enviado por Deus para salvar Israel dos seus pecados e culpas. Ele afirma que, se fosse possível, trocaria de lugar com eles, e até aceitaria ser uma "maldição", caso isto pudesse salvá-los. Mas cada pessoa tem de tomar sua própria decisão e posicionamento, a favor ou contra a salvação pela fé em Jesus. E Israel, quase em maioria, salvo um remanescente crente em Jesus, continuava seguindo um caminho alternativo – e equivocado – de salvação, confiando em sua própria capacidade de cumprir as exigências da Aliança feita com Deus. Paulo chorava pela cegueira espiritual de sua gente. Paulo declarou que Israel tinha tudo para ser um povo salvo, santo e fiel a Deus: "São israelitas. Pertence-lhes a adoção e também a glória, as alianças [assim mesmo, no plural], a legislação [a Tora], o culto e as promessas. Deles são os patriarcas, e também deles descende o Cristo [Messias], segundo a carne, o qual é sobre todos, Deus bendito para todo o sempre. Amém" Romanos 9:4 e 5, com interpolações nossas. Sabe aquela pessoa que tem tudo para dar certo na vida, mas escolhe o caminho errado e tudo lhe sai errado? Assim foi com Israel como povo em Aliança com Deus. Israel recebeu de Deus tudo o de que precisava para ser feliz, salvo e santo. Mas o Israel segundo a carne, o Israel genético, escolheu rejeitar o Messias, o seu Salvador, Jesus. Escolheu César, e tudo de mal que César representava (leia João 18 e 19). Israel escolheu seguir o caminho da perdição. Mas uns poucos em Israel, um remanescente –e Paulo era um deles –fez opção por aceitar e seguir Jesus de Nazaré, reconhecendo ser Ele o Messias-Cristo a quem Deus-Pai enviara do Céu para libertar e salvar os humanos do cativeiro do Pecado e da Morte. A esse remanescente de Israel, foram juntados os crentes vindos dentre os gentios, formando uma só COMUNIDADE de pessoas salvas pela Graça de Deus, mediante a fé em Jesus: a IGREJA. Israel segundo a carne, em sua maioria, se mantém fora da Igreja, por orgulho racial e religioso, e também por ciúmes dos gentios, pois Israel não se agradou quando viu milhares de gentios aceitando e seguindo seu Messias, Jesus, a quem eles chamavam de Jesus, o Cristo. Os israelitas segundo a carne "tropeçaram na Pedra de Tropeço", Jesus de Nazaré. Em vez de ser para Israel uma "Pedra Angular", Jesus se tornou para o Israel descrente uma "Pedra de Tropeço". "

 

O mesmo sol que derrete a manteiga endurece o barro".

 

Alguns humanos são "manteiga" diante de Deus, e se derretem de amor e paixão por Jesus, aceitando-O pela fé; outros agem como se fossem "barro" e endurecem seu coração quando ouvem falar de Jesus e da salvação pela fé, recusando-se a aceitar Jesus com Salvador e Senhor da vida.  E você, é "manteiga" ou "barro", diante de Jesus Cristo?  Já fez sua escolha em relação a Jesus e à salvação que Ele oferece?

 

LIÇÃO DE SEGUNDA-FEIRA, dia 30 de agosto.

 

ELEITOS DE DEUS

 

Leitura Bíblica do Dia: Romanos 9:6 a 18.

 

Como "escolhe" Deus as pessoas? Que critérios Ele adota? Por que Deus "escolheu" Jacó e "recusou" Esaú, sendo os dois filhos do mesmo pai crente? Não teria Deus cometido injustiça nessa "escolha"? Como posso entender isso?

 

Muitas vezes a gente fala o que não conhece nem entende e, por isso, fala tolice. Muita tolice tem sido dita, até entre nós, os adventistas, sobre este capítulo 9 de Romanos, em relação a essa "escolha" de Deus, entre Jacó e Esaú.

 

Primeiro, Deus é sempre justo. Segundo, o texto não está falando de "escolha" ou "recusa" de Deus em relação à salvação do pecador. O texto fala de uma ELEIÇÃO (escolha) que Deus teria de fazer entre aqueles dois irmãos, filhos de Esaú, netos do patriarca Abraão, em relação à vinda do MESSIAS ao mundo. Deus escolheria a linhagem familiar de JACÓ ou a linhagem familiar de ESAÚ, para fazer nascer entre eles o MESSIAS vindouro? A qual dos dois irmãos –Esaú e Jacó –Deus escolheria para dar sequência ao Seu Plano de trazer a este planeta o HOMEM Jesus, o "Verbo" que "Se fez carne e habitou entre nós"? Era uma escolha em relação ao MESSIAS vindouro, e não uma escolha em relação à salvação eterna das pessoas de Esaú e Jacó.

 

Como Deus conhece os fatos antes que eles aconteçam, Deus faz escolhas com base no que conhece. Deus disse ao profeta Samuel: "O Senhor não vê como vê o homem. O homem vê o exterior; porém o Senhor vê o coração" I Samuel 16:7. Até Samuel, sendo um experiente profeta de Deus, se enganou em relação aos filhos de Jessé, o belemita. Samuel viu os sete filhos de Jessé perfilados diante dele, e fixou os olhos no filho mais velho, Eliabe, e, ao analisá-lo exteriormente, imaginou que Deus o escolheria para ser o novo rei de Israel, em lugar do desobediente Saul. Então Deus falou a Samuel que não se enganasse com evidências externas, tais como beleza física, estatura, postura. Deus disse a Samuel que Ele, Deus, lhe diria quem seria o escolhido daquela família para reinar em Israel. Mais uma vez, aqui, a escolha não é em relação à salvação ou perdição eterna de uma pessoa. Trata-se de uma "escolha" para uma função, para uma missão dentro do Plano de Deus. Deus estava escolhendo quem Ele achava que seria o "melhor" para aquela função de ser rei em Israel. Quanto à salvação eterna, cada um dos filhos de Jessé estava livre para a escolher ou rejeitar. Deus apontou DAVI para que Samuel o ungisse como o futuro rei de Israel. E Davi nem estava entre os sete filhos de Jessé, perfilados diante de Samuel. Estava no campo, cuidando de ovelhas, quando Samuel o mandou chamar à sua presença.

 

Quem era "O MELHOR", aos olhos de Deus, para servir de "pai" terrestre do Messias vindouro? Esaú, que não dava valor às bênçãos de Deus e às coisas espirituais, o qual fora capaz de trocar a bênção da "primogenitura" por um prato de lentilhas cozidas, pelo fato de estar com fome? Um homem que trocava as coisas espirituais pelas coisas materiais? Ou Jacó, um homem que iria até às últimas consequências para obter as bênçãos espirituais, mesmo fazendo uso de métodos errados? Não foi Jacó o defensor da ideia de que "os fins justificam os meios"?  Na verdade, Esaú e Jacó tinham horríveis defeitos de caráter. Mas se Deus estivesse procurando alguém perfeito para essa missão de ser o "pai", ou "ancestral" terrestre do futuro Messias, não escolheria ninguém, pois não existe pessoa perfeita na Terra (Eclesiastes 7:20). Deus, então, conhecer profundo do coração e da mente dos humanos, escolheu JACÓ, o filho mais jovem de Isaque, para ser ele o "pai" ou "ancestral" do futuro Messias. O que havia de "melhor" em Jacó, em relação a Esaú? Jacó amava mais a Deus e as coisas espirituais do que seu irmão Esaú. Jacó era menos mundano e leviano que seu irmão Esaú. Jacó queria tanto as bênçãos de Deus para ele, que estava até disposto a agir de maneira desonesta para alcançá-la. Deus escolheu Jacó, e decidiu corrigir seus defeitos de caráter ao longo da vida dele. E Jacó sofreu muito no processo de purificação moral e correção de rumo. Mas se tornou uma bênção no Plano de Deus. Em relação ao Plano divino de trazer à Terra o "Verbo" feito carne, o Messias, Deus escolheu Jacó como "pai" e ancestral do Messias, em sua estada na Terra, vivendo como homem. Esta foi a eleição de Deus, citada em Romanos 9. Nada fala aqui sobre a eleição ou rejeição de Deus a esses dois irmãos em relação à salvação eterna deles como pessoas, como pecadores em meio a pecadores. Foi uma eleição específica em relação à vinda do Messias.

 

Quando a Bíblia afirma, como se o próprio Deus estivesse falando: "Amei a Jacó, porém me aborreci de Esaú", dizem os estudiosos do hebraico que a expressão "aborreci" significa "amei menos". O fato real é que Deus, em Seu eterno amor, viu que Jacó atendia melhor àquilo que o Senhor tinha em vista em relação à vinda futura do Messias à Terra. E esta escolha por Jacó foi um ato do amor de Deus, amor este que nunca está separado, ou alienado, da Justiça de Deus. Deus foi Justo ao agir assim.

 

LIÇÃO DE TERÇA-FEIRA, dia 31 agosto.

 

MISTÉRIOS    DEUS E FARAÓ  

 

Leitura Bíblica do Dia: Romanos 9:14 a 18.

 

Paulo inicia esta nova seção do capítulo 9 de Romanos com uma pergunta relativa ao que ele discutiu sobre Esaú e Jacó: "Que diremos, pois? Há injustiça em Deus?" (9:14). Sua resposta inequívoca é, como sempre: "De modo nenhum". Então ele traz à discussão uma nova relação conflituosa: DEUS e FARAÓ.

 

Novamente entra em foco a futura vinda do Messias. Não se esqueça, amigo leitor, que desde o Éden, quando Deus fez a promessa de enviar o "Descendente" de mulher que iria esmagar a cabeça da Serpente (Satanás), toda a ação de Deus na Terra está em relação direta com esse evento profético-escatológico mencionado em Gênesis 3:15. E toda ação de Deus na Terra envolve o Plano da Redenção através do Messias que haveria de vir.

 

Como surge o conflito entre Deus e Faraó?

 

Deus estava levando adiante o Plano da Redenção. Já havia escolhido JACÓ para ser o patriarca, "pai" e "ancestral" do Messias. Jacó gerou doze filhos. Jacó teve seu nome mudado para Israel. Israel foi, inteiro, morar no Egito, em tempo de seca na região. José, filho de Jacó, foi vendido por seus irmãos e foi morar no Egito, vivendo ali como escravo. Deus usou José para revelar um estranho sonho que Deus dera ao Faraó da época, e este chamou José para interpretar o sonho. Deus abençoou José e este interpretou o sonho de Faraó. O rei convidou José para ser o Governador de todo o Egito em tempo de crise. José, como um protótipo do Messias, salvou todo o Egito da ruína total e da morte pela seca. José traz toda a sua família, cerca de setenta pessoa, para morarem no Egito. Faraó deu seu apoio a Israel, e escolheu uma excelente terra para eles morarem, plantarem roças e cuidarem do gado. Deus abençoou todo o Egito porque Faraó cuidou de Seu povo.

 

Mas tudo mudou alguns anos depois da morte de Jacó/Israel. José e todos os seus irmãos morreram também. Os netos e bisnetos dos filhos de Jacó/Israel abandonaram o monoteísmo de seus pais, e se encrencaram em adoração politeísta, cultuando imagens de animais, de árvores, do sol, da lua, das estrelas, do Faraó e coisas assim. Israel, em sua maioria, abandonou a Deus (leia Ezequiel 20 e 36). Deus, então, os deixou entregues por algumas centenas de anos a suas práticas religiosas erradas e demoníacas. Depois, cumprindo o que prometera, Deus suscita MOISÉS, um israelita nascido no Egito, criado em palácio real, para ser o libertador visível e humano de Israel do cativeiro egípcio. Todos no Egito ficaram sabendo da fascinante história de Moisés, um filho de escravos israelitas que foi morar em palácio, junto à família de Faraó, mas que, depois de homem feito, fez opção para viver entre seu povo escravos, renunciando ao trono do Egito. Para eles, os egípcios, uma péssima escolha. Para Deus, Moisés fizera a escolha certa (Hebreus 11). Moisés passou quarenta anos longe do Egito, vivendo no deserto e cuidando de ovelhas (leia Êxodo 1 a 10). Quando Moisés estava com oitenta anos, Deus o escolheu para ser ele o libertador visível e humano de Israel.

 

Moisés foi falar com Faraó sobre este assunto. Qual foi a reação de Faraó quando Moisés lhe falou que estava ali, em palácio, para falar ao rei em nome de IAVÉ, o Deus dos hebreus? Faraó lhe respondeu arrogantemente: "QUEM É O SENHOR PARA QUE LHE OUÇA EU A VOZ E DEIXE IR ISRAEL?  NÃO CONHEÇO O SENHOR, NEM TAMPOUCO DEIXAREI IR A ISRAEL!"  Êxodo 5:2. Estava armado o confronto. Deus queria a libertação de Israel, os descendentes de Abraão, Isaque e Jacó, pois pretendia levá-los para Canaã, e fazê-los morar ali em definitivo, como povo em Aliança com Deus, preparando-se e preparando as nações para a chegada do Messias. Israel, como nação, fazia parte do Plano de Deus para trazer à Terra o Messias. Este nasceria em Israel (nação), de uma família de israelitas, na tribo de Judá (Miqueias 5:2). Deus tinha tudo planejado e o executaria na certa, não importando que se pusesse na frente para confrontar o Senhor. Então Satanás (sempre ele) se pôs no caminho de Deus, fazendo de Faraó, rei do Egito, um fantoche em suas mãos malignas, visando bloquear e impedir a execução do Plano de Deus para a redenção dos humanos. Cada vez que Moisés falava a Faraó sobre a saída do povo de Israel do cativeiro, mais Satanás se punha no meio e motivava a mente de Faraó para não atender ao pedido de Deus, por meio de Moisés. Isto se repetiu muitas vezes. E Deus sabia que Satanás estava usando Faraó para tentar impedir que o Plano de IAVÉ se realizasse. A situação chegou a um impasse. Ou Faraó se convertia em servo de IAVÉ, e deixaria livremente Israel sair do cativeiro em que estava atolado; ou Faraó decidiria por peitar a IAVÉ, declarando guerra total contra o Deus dos hebreus.  E Satanás motivou Faraó a ficar em definitivo contra IAVÉ. Cada revelação de IAVÉ a Faraó produzi efeito contrário, negativo. Em vez de Faraó ceder, Faraó endurecia a cerviz e peitava a Deus. O Senhor enviou DEZ PRAGAS sobre o Egito, sobre os egípcios e sobre Faraó, o rei. Foram dez oportunidades de arrependimento que Faraó teve. Dez chances para decidir ficar do lado de Deus e fazer a coisa certa, sendo um instrumento nas mãos de Deus. Mas Faraó preferiu dar ouvidos a Satanás e permanecer contra IAVÉ. Faraó não agiu como "manteiga", derretendo-se à manifestação do "Sol da Justiça". Faraó foi "barro", e cada revelação de Deus fazia de Faraó um ser endurecido em relação a IAVÉ. Até que Faraó foi morto e pereceu no fundo do Mar Vermelho, com seus soldados, sempre em guerra contra Deus. Essa vitória de Deus sobre Faraó – na verdade, era a vitória de Deus sobre Satanás, dentro do grande conflito cósmico entre o Bem e o Mal – repercutiu em todas as nações, do Egito até Canaã. O Deus de Israel havia vencido a multidão de divindades do poderoso Egito. O nome de IAVÉ tornou-se temido e respeitado no Egito e em todos os reinos antigos, no Oriente.

 

Paulo, citando Êxodo 9:16, menciona uma fala de Moisés a Faraó, como se fora uma fala do próprio Deus, dizendo a Faraó: "Para isto mesmo te levantei, para mostrar em ti o meu poder e para que o meu nome seja anunciado em toda a Terra", conforme Romanos 9:17. Quem dá aos reis o poder e a autoridade para governar os povos e as nações, segundo Romanos 13:1 a 7? A resposta é: DEUS. Todo rei, presidente, governador, prefeito, primeiro-ministro recebe a autoridade para governar como uma delegação que lhe é dada por Deus, mesmo que este governante não o saiba, nem o reconheça. O Salmista proclamou: "Do Senhor é a Terra e tudo o que nela há; o mundo e os que nele habitam." Salmos 24:1. Agora, como esse rei, governador, presidente, prefeito ou primeiro-ministro vai agir, isto é escolha do governante. Ele pode agir conforme a vontade de Deus, fazendo o Bem; ou pode agir segundo a inspiração de Satanás, fazendo o Mal. Mas todos eles estão agindo dentro do Grande Conflito Cósmico entre o Bem e o Mal. O Faraó do tempo de José atendeu à vontade de Deus, e elevou José, um servo de Deus, à condição de Governador Geral do Egito. Este mesmo Faraó favoreceu o Povo de Deus, trazendo toda a família de Jacó/Israel para morar no Egito, dando-lhes terra fértil para viver e trabalhar. Nenhuma praga veio sobre o Egito e sobre este Faraó em seus dias. Mas o Faraó do tempo de Moisés decidiu ficar como inimigo de Deus. Resultado: levou o Egito à ruína, à descrença e ele mesmo perdeu a vida numa perseguição ao povo de Deus. A pergunta é: O QUE VOCÊ ESTÁ FAZENDO COM O PODER QUE DEUS PÕE EM SUAS MÃOS? Você pode não ser um rei, presidente, governador ou prefeito; mas você é um pai ou mãe de família, com poder sobre sua casa; você é um pastor ou ancião, com poder sobre uma igreja local ou sobre um distrito pastoral; você pode ser o presidente de uma Associação, de uma União, de uma Divisão ou Conferência Geral dos adventistas. O que você está fazendo do poder e da autoridade que Deus lhe confere hoje? Está agindo sempre do lado do Bem? Ou está sendo instrumento para a promoção do Mal?

 

Mais uma vez Paulo cita o livro do Êxodo, onde Deus diz a Moisés, em relação àqueles que pecaram na confecção do bezerro de ouro (leia Êxodo 32):  "Terei misericórdia de quem me aprouver ter misericórdia; e compadecer-me-ei de quem me aprouver ter compaixão"  Êxodo 33:19, citado em Romanos 9:15. Novamente, a declaração não é geral, mas específica. Não define como Deus vai salvar os homens, mas define como Deus vai agir com os israelitas que haviam quebrado a Aliança, fazendo para si e adorando o bezerro de ouro que Arão confeccionara. Moisés intercedeu perante Deus por todo o povo que pecara. No entanto, Deus não Se comprometeu com Moisés a perdoar todos os culpados. Deus iria punir os israelitas culpados, especialmente os cabeças da rebelião e da apostasia coletiva. Deus estava dizendo a Moisés que a Ele caberia decidir e escolher, dentre os israelitas, os verdadeiros culpados, para puni-los, e os menos culpados, ou não culpados, para perdoá-los. E quando Deus tem "misericórdia" de alguém, Ele sempre age em respeito à Justiça, e não contra a Justiça. Muitos tomam essa declaração de Deus em sentido universal, e não em sentido particular, e usam como argumento teológico para defenderem a doutrina da PREDESTINAÇÃO divina de pessoas para a salvação ou para a perdição. No entanto, João afirma que JESUS foi dado como "propiciação [sacrifício de expiação, de pagamento de culpa] pelos nossos pecados [os pecados dos crentes em Jesus], e não somente pelos nossos próprios [ou seja, os pecados dos crentes em Jesus, justificados pela fé], mas ainda pelos [pecados] do mundo inteiro." I João 2:2, com interpolações e comentários nossos. Ora, se isto é verdade, e o é, Jesus é SALVADOR e SALVAÇÃO para "o mundo inteiro", desde que o "mundo inteiro" O aceite e receba, pela fé, como SALVADOR e SENHOR. "O mundo inteiro" deve escolher se quer JESUS como seu Salvador e Senhor, ou quer SATANÁS como seu governo e líder espiritual. A escolha é minha, sua e do "mundo inteiro". Deus ESCOLHEU TER MISERICÓRDIA E PERDOAR OS PECADOS "de todo aquele que crê, primeiro do judeu, e também do grego [gentio]" (Marcos 16:15 e 16; Romanos 1:16 e 17; 3:21 a 26; Efésios 2:8-9).

 

LIÇÃO DE QUARTA-FEIRA, dia 01 de setembro.

 

"MEU POVO" E A SOBERANIA DE DEUS

 

Leitura Bíblica do Dia: Romanos 9:19 a 29.

 

Quem é o verdadeiro POVO DE DEUS?  Israel? A IGREJA? Qualquer Igreja?

 

Israel segundo a carne e todas as igrejas chamadas cristãs – católica, protestantes históricas, protestantes pentecostais, carismáticas e neocarismáticas – se afirmam ser O POVO DE DEUS na Terra. É isto verdade? E se o é, toda uma igreja dessas é o POVO DE DEUS, somente por ser membro de uma igreja que se chama de cristã? O que Paulo falou sobre ISAREL?

 

Em Romanos 2, Paulo declarou com segurança: "Porque não é judeu [Israel] quem o é apenas exteriormente; nem é circuncisão [ou circuncidado] a que é somente na carne [corporal]. Porém judeu {Israel] é aquele que o é interiormente [no íntimo da alma], e circuncisão [verdadeiro circuncidado] a que é do coração [como uma marca espiritual], no espírito [no eu interior], não segundo a letra, e cujo louvor [o nome Judá significa "louvor"] não procede dos homens [não por elogios ou aprovação humanos], mas de Deus [mas por aprovação, ou confirmação, divina]" Romanos 2:28-29, com interpolações e comentários nossos.  Agora, tome este mesmo texto, e, em lugar da palavra "judeu", use a palavra "cristão", "crente", "adventista", "protestante", "evangélico"; e em lugar da palavra "circuncisão", ponha a palavra "batismo". E veja como é formado um verdadeiro cristão, ou povo de Deus.

Em Romanos 9, Paulo volta ao tema a respeito de quem é o verdadeiro "crente", "judeu", "cristão", "adventista", etc. Por meio de Oseias, Deus profetiza ao Israel étnico, carnal, povo em apostasia e pecando contra a Lei de Deus: "Chamarei POVO MEU ao que não era MEU POVO; e AMADA, à que não era amada" Oseias 2:23. Deus estava dizendo ao Israel étnico, segundo a carne, que viria um tempo em que os GENTIOS (pessoas de todas as nações da Terra, com exceção dos israelitas), que não estavam em ALIANÇA com Deus, como Israel estava; e que não era chamado de POVO DE DEUS, como Israel o era, quando o Senhor chamaria as milhares de pessoas dessas nações de "MEU POVO", pois milhares de gentios iriam ouvir a voz de Deus, através das pregações do Messias, e por meio da pregação dos Apóstolos e servos do Senhor, converter-se-iam em servos e discípulos do Messias-Cristo, e Deus os chamaria de "MEU POVO". Essa gente, fora de Israel, que dava a impressão que Deus não os amava, por causa de sua vida em pecado, ao se converterem ao Senhor seriam também chamados de AMADOS DO SENHOR.  Deus estava, por meio de Oseias, anunciando um tempo quando a COMUNIDADE chamada de POVO DE DEUS, não seria mais limitada por questões geográficas ou raciais, mas por escolha pessoal. Jesus disse à Mulher Samaritana: "Vem a hora, e já chegou, em que os verdadeiros adoradores [os verdadeiros "crentes", ou povo de Deus] adorarão ao Pai em espírito [de forma espiritual, com a alma, e não somente na expressão externa] e em verdade [de forma verdadeira, e não somente aparente, superficial, de fachada]. Porque são estes [estes fieis e verdadeiros adoradores] que o Pai procura [por meio da evangelização de todos] para seus adoradores [ou seja, para chamar de MEU POVO]" João 4:23, com interpolações e comentários nossos.

 

Simplesmente pertencer a uma denominação religiosa oficial, visível, uma comunidade de adoradores com um templo e tempo de reuniões de adoração, seguindo regras e normas de convivência e doutrinas religiosas, não é suficiente para alguém ser por Deus confirmado como MEU POVO, ou Povo de Deus. Você pode estar numa igreja que prega a verdade, mas vivendo uma mentira, pois não segue com fidelidade a doutrina que sua igreja prega e defende. Ou você pode estar numa igreja que não prega a verdade bíblica e, por isso, segue um engano doutrinário, ou um falso ensino bíblico. Mas no meio dessas denominações ou igrejas organizadas, visíveis, há pessoas que amam a Deus de todo o coração, e Lhe prestam culto do íntimo da alma, como uma verdadeira expressão de fé. Deus selecionará, dentro de cada comunidade religiosa que afirma ter fé em Deus, o Deus Eterno, IAVÉ, o REMANESCENTE FIEL de cada um deles, e a este chama de MEU POVO, em cada geração. Tem sido assim desde os dias mais antigos; e será assim até o fim do tempo da Graça. O melhor, o fruto mais excelente de cada comunidade que adora IAVÉ será chamado de POVO DE DEUS, pelo próprio Deus. Ellen White afirma, em seu livro O GRANDE CONFLITO, nas páginas finais, que pessoas de todas as comunidades religiosas se salvarão, pois ouviram a voz de Deus e se entregaram para ser do SENHOR, uma entrega plena, total, e estão dispostos, em meio às mais ferozes provações, a viverem ou morrerem por sua fé no Senhor. Logo, Deus não se impressiona com as multidões que freqüentam as muitas igrejas do mundo, e se dizem cristãs. Deus vê a QUALIDADE dessa fé. Deus separa, ou elege, como SEU POVO, um REMANESCENTE FIEL de cada grupo. Uma comunidade de fieis, invisível aos olhos humanos, mas visíveis aos olhos de Deus, porque o Senhor atenta para o que vai na mente, coração e alma de cada um de nós. Deus não Se engana, nem julga pelas aparências de religiosidade de uma pessoa. Deus conhece a fundo a vida de todos nós, e sabe até aonde vai o que chamamos de "minha fé" em Deus. Portanto, não se engane a si mesmo, pensando que enganará a Deus, oferecendo-Lhe um culto e uma religião de superfície, de fachada, um faz-de-conta religioso. Ou você é crente verdadeiro, ou não passa de uma farsa religiosa, e não importa se você está na Igreja A ou B, C ou D. O que vale é a realidade das coisas, e não a aparência delas. Deus julga o fato em si, e não a aparência do fato. Não brinque de religioso com Deus!

 

Nunca se esqueça de que:

 

"Ainda que o número dos filhos de Israel [dos cristãos, dos "crentes"] seja como a areia do mar, O REMANESCENTE É QUE SERÁ SALVO" Romanos 9:27, com interpolações e grifos nossos.

 

LIÇÃO DE QUINTA E SEXTA-FEIRAS, dias 2 e 3 de setembro.

 

TROPEÇANDO NA "PEDRA DE TROPEÇO"

 

Leitura Bíblica do Dia: Romanos 9:30 a 33.

 

"Eis que ponho em Sião [Jerusalém, a Casa de Deus] uma Pedra de tropeço e rocha de escândalo, e aquele que nela crê não será confundido." Romanos 9:33, citando Isaías 28:16, interpolação nossa.

 

Jesus declarou aos israelitas incrédulo, que O rejeitavam como Messias enviado por Deus a Israel: "A Pedra que os construtores rejeitaram, essa veio a ser a principal pedra, angular; isto procede do Senhor, e é maravilhoso aos nossos olhos?" Mateus 21:42.

 

Paulo escreveu aos cristão de Corinto: "Nós pregamos [anunciamos, proclamamos publicamente] a Cristo crucificado, escândalo para os judeus; loucura para os gregos. Mas para os que foram chamados, tanto judeus como gregos, pregamos a Cristo, poder de Deus e sabedoria de Deus." I Coríntios 1:23-24.

 

Os construtores do pensamento, e formadores de opinião deste mundo, no presente século, repetem os erros do passado. Rejeitam a JESUS CRISTO como Pedra Angular, a sólida base, de sua cultura, tanto no Oriente como no Ocidente. Em seu lugar, põem a sabedoria humana, a sabedoria tirada dos livros humanos, das tradições humanas e da cultura humana. Os colégios e as universidades do mundo inteiro enchem as mentes dos jovens e adolescentes de conhecimento livresco, de fórmulas científicas, de sabedoria humanista, mas nega a esses mesmos jovens o conhecimento da revelação de Deus, através das Escrituras hebraico-cristãs, a Bíblia Sagrada, e lhes negam o conhecimento de JESUS CRISTO, a maior e mais importante revelação de Deus aos humanos. A Bíblia, Cristo, a Lei de Deus, tudo é tratado nas escolas e universidades do mundo como coisas não "científicas", não provadas pelos sentidos humanos, não explicados pela "razão" humana, como ordena o racionalismo posmodernista. E assim, o mundo vê surgir uma juventude com muita cultura livresca, cheia de tecnologia, mas completamente ignorante da revelação de Deus aos homens. Uma juventude bonita, sadia, ou não sadia, voltada para a promiscuidade sexual, para as espiritualidades de religiões de mistério, mas tropeçando na Pedra de Tropeça, Jesus Cristo. Uma geração que fala em JESUS SUPERSTAR, mas não O recebe na vida com Salvador, Senhor, o Filho de Deus. Até a maioria dos chamados cristãos tropeçam na Pedra de Tropeço, pois querem para eles, em suas orações, um JESUS GARÇOM, o qual, num estalo de dedos, um num chamado de boca, deve fazer favores aos chamados "crentes", providenciando, na hora que eles querem, casamento, dinheiro, emprego, cura de doenças e outras coisas mais. É preciso estar atento, e não levar a religião de Cristo na brincadeira.

 

Israel tropeçou em Jesus Cristo. Recusou receber a Jesus de Nazaré como o Messias (João 1:11) que viera como SALVAÇÃO e SALVADOR para eles. Perseguiram, ofenderam e O entregaram a Pilatos, Governador Romano, servo de César, para que Jesus fosse crucificado à semelhança dos piores criminosos da época. Jesus estava ali, no meio deles, e eles tropeçaram em Jesus.

 

O mesmo acontece hoje. Jesus está presente em nossa religião, em nossa literatura, em nossas tradições religiosas. Anualmente o mundo ocidental para e celebra o NATAL DE JESUS. Todos se preparam para a festa, mas na hora da celebração não celebram Jesus, celebram a si mesmos: celebram seus ganhos financeiros anuais; celebram o ter comprado uma nova casa, ou novo carro; celebram um novo amor; celebram a formação pessoal ou de um filho na universidade. Gastam rios de dinheiro em comidas, bebidas, enfeites natalinos, compra de presentes para familiares e amigos. E em tudo isso Jesus é apenas uma distante referência, uma tradição religiosa oportuna para o fim do ano, uma motivação para comer mais e melhor, e para fazer novas amizades humanas. E Jesus está ali, como figura simbólica, tradicional, mas não real. As pessoas não convidam Jesus para suas vidas, para suas famílias, para seus negócios, para seus estudos. Deixam Jesus de fora da vida deles. Querem Jesus menino, ignorante, bonequinho de presépio, pois assim eles podem manipular Jesus, levar Jesus de um lado para outro. Agora, no que se refere a aceitar e receber Jesus como Salvador, Senhor, Filho de Deus, governante da vida, aí O rejeitam, e tropeçam na Pedra de Tropeço. Deixam Jesus de fora de tudo o que verdadeiramente lhes interessa, pois acham a presença de Jesus incômoda, pesada, importuna. Simplesmente não têm tempo para dar atenção a Jesus. Mas todos eles dizem que são cristãos. O que você, leitor, acha disso? Você acha que Deus, o Pai de Jesus, fica feliz com a maneira como tratam Seu Filho? Como você age quando alguém trata mal seu filho ou filha?

 

Que Deus nos salve de nós mesmos!

 

 

Pastor Otoniel Tavares de Carvalho

 




 

Um comentário:

  1. Os presbiterianos (calvinistas) comentaram essa lição. cf. http://ipjana.blogspot.com/2010/09/adventistas-estudam-justificacao-pela.html

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